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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Conselhos Gerais

Por Eliseu Antonio Gomes

Os capítulos 5 e 6 da primeira carta de Paulo para Timóteo abordam questões do relacionamento do cristão consigo mesmo, com o próximo, com o materialismo e com Deus.

Como reconhecer o líder ideal

"Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus? ); não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo" - 1 Timóteo 3.1-7. Neste texto, Paulo apresenta os requisitos que o líder cristão deve apresentar. Com clareza, o apóstolo informa aos leitores da Bíblia que todo aquele que desempenha o exercício de bispo/presbítero (pastor) na igreja local, deve ser um ótimo exemplo como marido e pai, excelente modelo de cidadão e precisa ser uma pessoa humilde e equilibrada, com aptidão para ensinar. É imprescindível para a pessoa em posição de liderança corresponder aos requisitos estabelecidos pelo apóstolo, apenas com tal cumprimento a comunidade na qual lidera presta-lhe reconhecimento e tratamento digno (5.17).

Jamais devemos julgar pela aparência. "Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça" - João 7.24.

A orientação do apóstolo Paulo aos cristãos é para usar o viés da prudência e do bom senso de justiça, para jamais praticar a injustiça no julgamento de um líder cristão ou de um membro da igreja local.

No caso de presbítero repreensíveis, a orientação de Paulo a Timóteo é que não recebesse nenhuma denúncia de incompetência ministerial, ou prática pastoral soberba e autoritária, que não pudesse ser comprovada. Era preciso que a acusação tivesse no mínimo três testemunhas. E quando a denúncia fosse comprovada, o procedimento deveria ser o seguinte: "aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor" (1 Timóteo 5.19-20). 

Devemos trabalhar para o Senhor e não para os homens. "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis" - Colossenses 3.23, 24.

O conselho de Paulo para o exercício pastoral de Timóteo é que ele não escolhesse presbíteros apressadamente e que não os mantivesse no posto pelo elo do corporatismo (1 Timóteo 5.22).

O crente precisa orar e vigiar para não cair em tentação. "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca" - Mateus 26.41.

No episódio de Jesus Cristo orando no Getsêmani, ao prestar atenção às palavras do Mestre, aprendemos a lição sobre a obediência a Deus. Primeiro, Ele expressa o desejo de que o cálice seja afastado, depois revela a disposição de realizar a vontade do Pai.

É preciso manter a vigilância, para obedecer a Deus em todas as circunstâncias, pois a obediência e a fidelidade não é auferida pela disposição em fazer o que queremos, ao contrário, a medida ao obedecer a Deus. mesmo que a obediência tenha um custo muito caro.

Ao julgar, o cristão deve tomar cuidado com considerações precipitadas, pois é necessário separar o pecador arrependido do pecador impenitente (Mateus 26.36-46).

Como agir quando um irmão impenitente peca contra você? "Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu" - Mateus 18.15-18. 
Sobre o pecado da mulher adúltera e arrependida. "E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto, redargüidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais." - João 8.3-11.

Fomos criados em Jesus para as boas obras. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas" - Efésios 2.8-10.

A Igreja, o organismo vivo e invisível, é edificado a partir de pecadores indignos, remidos através da obra completa de Cristo na cruz. Somos salvos pela graça para ser uma demonstração eterna da bondade de Deus, o crente não merece a salvação e não é capaz de fazer algo que possa vir a merecê-la (Efésios 2.1-10).

Ao crente, só é possível praticar boas obras após ser criado de novo pelo Espírito Praticar boas obras é consequência da experiência do novo nascimento (João 3.3; 2 Coríntios 5.17; Gálatas 5.22-25).

Além de Efésios 2.10, Paulo destaca a necessidade de o cristão praticar boas obras em outras cartas: Romanos 2.7; 2 Coríntios 11.8; Colossenses 1.10. O apóstolo faz eco ao ensino de Cristo, que dá imenso valor aos atos de caridade, conforme é entendido em Mateus 25.31-46.

A insensatez do homem revelada na busca por riquezas. "Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus" - Lucas 12.20,21.

Jesus trata do pecado do egoísmo e da avareza, ensina fazendo um contraste entre armazenar tesouros para si mesmo e ser rico para com Deus - rico no que diz respeito a Deus. É este último aspecto que importa aos seres humanos. Segundo as Escrituras, é tolice aceitar uma condição inferior a esta.

Conclusão

"O Senhor é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente..." - Número 14.18a.

O Criador é Deus de amor, longânimo, e seu objetivo é que toda alma humana seja salva. Assim sendo, Ele oferece nova oportunidade aos que pecam e com sinceridade se voltam à santidade e perdoa aos rebeldes e pecaminosos que se arrependem de seus atos pecaminosos. Ele é sempre justo e jamais inocenta aos culpados impenitentes.

E.A.G.

Compilação:
Ensinador Cristão, ano 16, nº 63, páginas 39, 3º trimestre de 2015, Rio de Janeiro (CPAD).
Lucas, Introdução e Comentário, Leon L. Morris, página 201, reimpressão 2011, São Paulo, (Vida Nova). 

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