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Research | Pesquisar artigos de Belverede

sexta-feira, 29 de julho de 2016

A evangelização urbana e suas estratégias

Por Eliseu Antonio Gomes

"Ora, tendo acabado Jesus de dar estas instruções a seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles" - Mateus 11.1.

A palavra "cidade" origina-se do vocábulo grego "polis". E dessa provém o nome que emprestamos  ao ofício política - que deveria sempre promover o bem comum de toda a sociedade, mas nem sempre é assim. Embora "política" seja  a arte e a ciência de governar, muitas vezes, ela não parece nem humana, nem exata e muito menos bonita. E por este motivo, os cristãos precisam incluir no exercício da política gente que a exerça tendo em seu coração virtudes indispensáveis, que são: amor a Deus e ao próximo, moral irrefutável e comprovada vocação para administrar a coisa pública.

Na etimologia da palavra "cidade", também encontramos os termos "urbs" e "civitatem". O primeiro termo descreve a metrópole como racionalmente organizada e sustentável; e, o segundo termo  tem a ver com civilismo e civilidade. Civilismo: patriotismo, ufanismo. Civilidade: cortesia, educação, gentileza, polidez.

No século 21, há um desafio enorme para a Igreja de Cristo, evangelizar a sociedade urbana. Segundo dados da ONU, 54% da população mundial vive nas grandes cidades, portanto, a evangelização urbana é o desafio missionário prioritário da igreja e o estágio inicial para se alcançar os confins da terra.

O Evangelho atrai as cidades. "Muitos, porém, os viram partir e, reconhecendo-os, correram para lá, a pé, de todas as cidades, e chegaram antes deles" - Marcos 6.33.

Observando os relatos encontrados em Mateus 9.10-17; Lucas 9.10-17; João 6.1-14, observamos que Jesus havia recebido a notícia de que João Batista havia morrido degolado e estava sepultado pelas mãos de seus discípulos. Assim que soube, com certeza se entristeceu. E logo pediu aos apóstolos que fossem com Ele para um lugar tranquilo para repousarem por algum tempo e pudessem se alimentar sem interrupções das pessoas que vinham e iam naquele local em que se encontravam, porque viram os sinais que Ele fazia de curas de enfermos. Utilizando uma embarcação, atravessaram o mar da Galileia e chegaram em um retiro deserto, localizado em Betsaida, porém, uma grande multidão, pessoas de várias cidades, os viu partir, conheciam o destino de Jesus e dos apóstolos pela direção que o barco seguia, então correram e chegaram primeiro do que eles. Quando Jesus os viu ali, sentiu íntima compaixão por eles, acolheu-os considerando-os como ovelhas sem pastor e começou a ensinar-lhes a respeito do reino de Deus e sarava os que tinham necessidade de cura.

Ao entardecer daquele dia, exaustos, os apóstolos aproximaram-se de Jesus dizendo-lhe que o local era deserto, pediram a Jesus para dispensar aquela aglomerado, para que todos fossem comprar alimentação para si. Estava próximo da Páscoa, Jesus vendo que aquela gente escolheu estar com Ele ao invés de ocuparem-se com os preparativos da comemoração da libertação do Egito,  disse "dai-lhes de comer". Eles disseram que havia no local apenas cinco pães e dois peixinhos, quantidade que não era suficiente para suprir a fome de cinco mil homens. Jesus pediu que trouxessem os pães e peixes para Ele, pediu que a multidão se assentasse sobre a erva, ergueu os olhos ao céu, os abençoou, e, realizou a primeira grande multiplicação daqueles elementos nutricionais quando partiu os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão.

Durante seu ministério terreno, Jesus mostrou, por meio de suas obras, como Deus é onipotente. Ao realizar a multiplicação de cinco pães e dois peixes, o Mestre não pediu que as pessoas comessem com moderação, para que não faltasse alimento - haja vista que havia ali cinco mil homens, além de mulheres e crianças - e, apesar de tanta gente faminta, todos puderam comer até se fartar e ao final ainda sobejaram doze cestos cheios de alimentos. Desta maneira, Cristo surpreendeu os apóstolos revelando o poder e amor de Deus.

Nas grandes cidades, embora os cidadãos paguem impostos, nem sempre as necessidades de seus moradores são atendidas. Falta habitação, transporte, energia, emprego, etc. Muitos não têm acesso aos serviços básicos como educação e saúde. Então, como Igreja de Cristo, não podemos fechar os olhos para a realidade enfrentada nos centros urbanos. Evangelizar os centros urbanos é um dos maiores estímulos do cristão autêntico. Ainda hoje, o Altíssimo espera que usemos a fé para que Ele possa realizar milagres durante os nossos períodos de evangelização.

A mensagem de Jesus deve ser apresentada a todos.

Num tempo em que o Evangelho é exposto de maneira degradada por falsos arautos do Rei dos reis, o cristão precisa esmerar-se para anunciar a Cristo com sabedoria, poder e eficácia, e na virtude do Espírito Santo (1 Coríntios 1.18; 1 Timóteo 4.17). O anúncio não deve ser confundida com o dos mercenários e falsos profetas (Romanos 6.17).

Um dos requisitos necessários à evangelização é a capacidade de quem evangeliza compartilhar, publicar, espalhar e anunciar a mensagem de nosso Senhor, a boa nova para todos os seres humanos, declarando que os preceitos bíblicos são essenciais e verdadeiros.  Esta pregação foi anunciada ontem pelos apóstolos, é anunciada hoje pela igreja visível do Senhor e, até a vinda de Jesus Cristo deverá ser declarada aos pecadores.

O conteúdo da mensagem de quem evangeliza passa inevitavelmente pelo tema da salvação, que é o anúncio de que Deus está consertando a situação caótica da humanidade pecadora. É o aviso de que por intermédio da encarnação, crucificação, morte e ressurreição de Jesus Cristo, o ser humano tem o caminho livre para adentrar ao Trono da Graça.

O evangelho alvoroça a cidade. "E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, e perguntavam: Quem é este?" - Mateus 21.10.

O relato de Mateus, no capítulo 21 - e Marcos 11.1-11; Lucas 19.28-40; e João 12.12-15 - nos faz saber sobre a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Aquele episódio foi profetizado por Zacarias (9.9), o profeta descreve o momento que Jesus entrou em Jerusalém aclamado pela multidão, que o saudava gritando "Hosana, Filho de Davi!", demonstrando reconhecê-lo como uma pessoa pertencente a linhagem davídica. O profeta Isaías (no capítulo 62 e versículo 11) ao predizer a vinda de Jesus, descreveu a chegada do Messias sendo proclamada ao povo de Sião, isto é, de Jerusalém, momento em que Jesus representaria a salvação e traria consigo os seus galardões.

O episódio da entrada triunfal em Jerusalém tratava-se de um ato simbólico, mostrando que o Rei dos reis era um homem simples, humilde, que não trazia consigo a ostentação dos monarcas poderosos que haviam dominado os israelitas, desde o exílio até o imperador romano daquela geração, e nem era igual aos reis judeus, que reinavam como fantoches nas mãos dos soberanos estrangeiros.

As profecias se cumpriram (Salmos 118.25-26); o Rei Salvador veio ao mundo e entrou em Sião, mostrando que não era o libertador político que os judeus esperavam, mas o Príncipe da Paz, o qual veio trazer libertação espiritual para todo aquele que nEle crê (Isaías 9.6; João 3.16).

Na Palavra de Deus, encontramos algumas estratégias urbanas de evangelismos. E nenhuma delas se consiste em considerar que os fins justificam os meios. São práticas inaceitáveis usar assistência social como "isca"; fazer pressões psicológicas numa "evangelização" centrada nos benefícios da fé; emitir promessas utópicas e falsas para o fim do sofrimento. É necessário contemplar as cidades de maneira racional e planejada, visando à proclamação da Palavra de de Deus em todas as estratificações da região metropolitana.

Cidade, onde o Evangelho é perseguido. "Por isso, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas. A uns matareis e crucificareis; a outros açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade" - Mateus 23.34.

Jesus, ao censurar os escribas e os fariseus, dirigiu-lhes oito advertências iniciadas com "ai de vós", porque eles gloriavam-se de que jamais teriam perseguido e assassinado os profetas de Deus como fizeram seus antepassados. Jesus, porém, anunciou que Ele mesmo lhes enviaria profetas, sábios e escribas, e estes seriam mortos, crucificados e açoitados. De fato, apos Cristo ser assunto ao céu, os primeiros cristãos foram duramente perseguidos pelos judeus (Atos 8.1-3; 29.9-11).

Se, quando nos dedicamos à evangelização urbana, encontrarmos incrédulos perseguidores, não devemos desistir, pois Jesus também o foi em sua própria cidade, porém, não desanimou, levou a sua missão até o fim (Lucas 4.28-30).

O Evangelho curador na cidade. "Aconteceu que, estando ele numa das cidades, veio à sua presença um homem coberto de lepra; ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me" - Lucas 5.12.

No ministério público de Jesus ocorreram muitas curas. Ele nunca negou curar os enfermos, todos os doentes que o encontraram receberam cura. Em seu ministério terreno, às portas de Naim, encontrou o féretro do filho único de uma viúva; ao entrar em Jericó, Ele se deparou com um cego que lhe rogava por misericórdia e em todas as ocasiões o poder de Deus se manifestou  (Lucas 7.11-17; 18.35).

É digno de nota o episódio da cura de um leproso, cujo milagre foi relatado por Lucas e  também por Mateus (8.2) e Marcos (1.40-44). Repare bem, nos três relatórios desta restauração, a adoração daquele homem estava associada ao seu desejo de cura e sua consciência que Jesus tinha condições de curá-lo! Ele adorou a Cristo pondo-se de joelhos, prostrando-se sobre o rosto, rogando pela saúde e a cura aconteceu!

Apesar de não estar ciente ciente da vontade do Senhor, aquele loproso havia aprendido que Jesus tinha todas as condições de curá-lo se quisesse. Hoje, vivemos após o acontecimento do Calvário, sabemos que Jesus cumpriu a vontade de Deus quando tomou sobre Si as enfermidades e levou as dores da humanidade (Isaías 53.4-5).

Se nós cristãos, ao evangelizar, estamos cientes que Cristo convidou todos os cansados e sobrecarregados a irem ao seu encontro para receber descanso e alívio (Mateus 11.28-30), e  nos dias atuais as áreas urbanas acham-se tomadas de enfermos e doentes terminais, da mesma maneira que era no tempo de Jesus, é importante levar em conta o uso do poder sobrenatural do Senhor, conforme Ele mesmo determinou que usássemos: "E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados" - Marcos 16.15-18.

O Evangelho traz alegria à cidade. "Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela cidade - Atos 8.5-8.

Quando a igreja foi dispersa, Filipe, um diácono e evangelista. atravessou fronteiras geográficas, sociais, étnicas e culturais e começou a evangelização em toda a Judeia e Samaria (Atos 6.5; 8.4-25; 21.8). A missão evangelística samaritana representou um novo desafio para as atitudes tradicionais judaicas e o cumprimento da ordem de Jesus em Atos 1.8. Samaria, a região entre a Judeia e a Galileia, era o território dos judeus mestiços - israelitas do Reino do Norte misturados com pagãos vindos do Império Assírio (2 Reis 17.24-28).

O anúncio da Palavra de Deus por Filipe trouxe resultados impressionantes. Filipe foi poderosamente usado por Deus para realizar sinais e pregar o Evangelho aos samaritanos. Por intermédio de seu ministério, os enfermos eram curados, os endemoninhados, libertos, e muitos criam em Cristo  e eram batizados. 

O Evangelho de poder na cidade. "Afluía também muita gente das cidades vizinhas a Jerusalém, levando doentes e atormentados de espíritos imundos, e todos eram curados" -  Atos 5.16.

Muitas sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. Na passagem de Atos 5.12-42 temos um sumário das ação poderosa e soberana do Espírito Santo na igreja:

• conversões (versículo 14);
• o livramento da prisão (versículos 19, 22);
• ousadia em pregar o Evangelho ( versículo 42).

Através do comprometimento com o Senhor as obras missionárias da comunidade cristã unida tinham a seguinte consequência: "e crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor, a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles" (versículo 14-15).

Conclusão

Desde a cidade de Enoque, muitas surgiram e desapareceram. Algumas, como a Babilônia, fizeram-se orgulhosas e imperiais. Outras. à semelhança de Nínive, tornaram-se sanguinárias e genocidas. Mas, uma a uma, vêm caindo diante do Senhor de toda a Terra. Até a capital do Império Romano experimentou a derrota, a vergonha e a humilhação. Na consumação da História e do Tempo, o Senhor revelará a Jerusalém Celestial, na cronologia divina, final. Porém, a Cidade Celeste já existia em seu espírito antes que o mundo fosse criado. Na ilha de Patmos, João teve o privilégio de contemplá-la como que descendo de Deus, para inaugurar o novo Céu e a nova Terra.

O cristianismo não se restringe a um povo ou grupo de pessoas. Cristo oferece a salvação a todas as pessoas, sem levar em conta a nacionalidade de cada uma delas. Na ocasião do Pentecostes, os visitantes de Jerusalém ficaram surpresos ao ouvir os apóstolos e outros cristãos falarem em idiomas diferentes dos seus, línguas pertinentes a outras nacionalidades. Deus realiza todos os tipos de milagres para que as Boas-Novas sejam divulgadas, usa inclusive idiomas para chamar todos os tipos de pessoas para se tornarem seguidores de Cristo.

E.A.G.

Compilações:

Bíblia Missionária de Estudo, páginas 921, 1076, 1087, edição 2014, Barueri / SP, (SBB).
Lições Bíblicas - O Desafio da Evangelização: obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura - Professor - Claudionor de Andrade, páginas 32, 34-35; 3º trimestre de 2016, Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD). 
Ensinador Cristão, páginas 56-58, 65; ano 17, nº 67, julho-setembro de 2016, Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD).
O Desafio da Evangelização - Obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura; Claudionor Gonçalves; páginas 55-58, 65; 1ª edição 2016; Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD).

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Relações interpessoais em conflito na vida do cristão


"Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor"
 1 João 4.7-8

Hoje, eu me deparei com um desabafo de uma pessoa amiga no Facebook. Ela é cristã e está vivendo uma situação de interesses incompatíveis com um grupo de pessoas não evangélicas. A circunstância é bastante comum e sendo assim, para que haja aprendizado, penso ser interessante compartilhar este fato, porém, preservando os nomes de envolvidos.

"Não vou insistir em certas coisas que sei que não vão ser mais as mesmas. infelizmente as pessoas crescem, mudam, traem e deixam morrer aquele amor inocente, usam desculpas para serem frias e irreverentes. Para mim, nada justifica a ausência. Acho que já sofri demais nesse âmbito. Eu não consigo enxergar motivos que justifiquem o desprezo em qualquer tipo de amor. Porcelana quebrada não se refaz, e mesmo que consertasse jamais seria igual.! (...) Então se não for pra ser como antes, para que tentar?' (...) 'Eu sou humana primeiramente, e tenho direito a ter meus sentimentos. e certos sentimentos quando não são recíprocos, não vale apena insistir." 

Irmã A.,

Você tem razão, os dias passam, as pessoas crescem e mudam. Num dia são crianças e algumas com o passar do tempo tornam-se apenas grandes. Sim, digo “grandes” porque algumas crescem sem amadurecer, sem tomar atitudes de gente adulta. Eu acredito que você está no processo de amadurecimento e amadurecerá completamente.

Vou parafrasear o apóstolo João, no primeiro capítulo da primeira carta: você já sabe o que vou dizer, e porque sabe quero relembrar contigo, com a intenção que preserve a comunhão com Deus e assim a sua alegria em Cristo seja sempre completa.

Desculpas para deixar de amar? Nem Deus aceita esta tipo de evasiva ou justificativa. A ordem é amar até os inimigos!

Desprezar e ser frio? São muitas pessoas que passam por essas fases de relacionamentos difíceis. Quem é alvo de atitudes assim, sendo cristão de verdade, deve encarar a situação como oportunidade de amar mais! Sim, amar como um cristão amadurecido! Amar como Jesus Cristo amou a todos nós, que somos pecadores.

Os momentos conflitantes são momentos de irar sem pecar. Ser guiado pela raiva é o mesmo que se permitir regredir, se deixar diminuir porque está autorizando a própria destruição. Colhemos só aquilo que plantamos, a semeadura de ações raivosas nunca terá como consequência a sega do abraço do Pai celestial (Gálatas 6.7-8). Então, nunca deixe de amar, ame quem te ama e ame quem não tem capacidade de demonstrar reciprocidade de sentimento.

Como manifestar amor nesta situação crítica? Coloque-se no lugar do outro que está vivendo o período do amor frio, analise se a pessoa precisa de tempo para pensar e reagir à frieza que invadiu o coração dela; não deixe de orar para que Deus ajude-a a viver como alguém amadurecido. Ao manifestar seu amor, não pense que deverá humilhar-se para está pessoa de coração frio, humilhe-se somente diante de Deus em momentos de oração e dessa maneira será exaltada (1 Pedro 5.6). Leia a Bíblia e pense em agir conforme a Bíblia recomenda (Salmos 119.105).

A raiz de todos os males está naquele que Deus expulsou lá do céu! Ele pecou no início, induziu Adão e Eva a pecarem e tenta nos persuadir a pecar também. Deus é amor e a fonte de amor, portanto, jamais pratica o mal, não responde ao mal com o mal, ao contrário, responde com o bem, sempre age benignamente (Romanos 13.10; 1 Coríntios 13.4).

Nestes momentos que recebemos essas atitudes de indiferenças, falo por experiência própria, a tendência é querer agir segundo a concupiscência da carne, revidar com a mesma moeda. Então, precisamos nos lembrar de que Deus é justo e não permite que nós recebamos tentação além do nosso limite. E sendo assim, devemos lembrar que, mesmo sendo um momento tão absurdo, podemos escolher continuar a viver segundo o Espírito. E se rejeitamos a carne e escolhemos viver conforme o Espírito, demonstramos para nós mesmo e para Deus que realmente o amamos, porque quem ama o próximo também ama a Deus de verdade!

Ame, irmã A.. Conserve o entusiasmo em relação à fé em Cristo.

Torço por sua felicidade!

Seu irmão em Cristo,

Eliseu.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Empatia espiritual: mandamento de Cristo


Não é sempre fácil colocar-se na posição do outro, porém, é uma ação necessária para que possamos entender e atender quem necessita da nossa mão amiga.

Exercite sua mente. Por determinado tempo, faça esforço mental, pense viver a mesma situação daquela pessoa que tem fome, sente sede, está com medo, demonstra fraqueza, e, às vezes, até parece ser alguém que nunca desejará conviver com você. Após a mentalização, ore para que Deus torne você um ser humano mais sábio nesta questão de intervir de maneira certa e positiva na vida de quem necessita de ajuda.

Tente olhar as situações problemáticas pelo ângulo de visão de quem está sofrendo. Mesmo que este sofrimento, ao nosso modo de encará-lo, é um obstáculo extremamente pequeno. Um transtorno na área de saúde; um contratempo de ordem financeira; um embaraço no campo das relações interpessoais... Uma inconveniente atrapalhação espiritual.

Exercitemos o cérebro, todos nós juntos. Queiramos abraçar a nobre tarefa de nos identificar com o próximo, pois foi exatamente isso que Jesus Cristo fez ao estar na cruz em nosso lugar. Ora, somos discípulos de Cristo, o que se espera de quem segue o Filho do Altíssimo é que o imite. Assim como Paulo imitava Jesus, imitemos ao Salvador também (1 Coríntios 11.1).

Precisamos ter o coração pulsando no mesmo ritmo de todos os nossos semelhantes, porque o mandamento que recebemos do Senhor é que possuamos empatia pelas pessoas de nossos círculos sociais, gente que vive na geração em que vivemos.

Jesus pronunciou a seguinte ordem aos cristãos: "Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" - João 13.34-35.

Vale a ênfase: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" - João 13.35.

A prova cabal de amar a Deus é praticar o bem em favor do próximo.

Amar a Deus, assim como dizer que tem fé nEle, implica em ações efetivas, não apenas discursos. Assim como ter fé sem ação é ter fé morta, a declaração de amor ao Senhor sem ações coerentes são apenas falas inconsistentes. Amar de verdade a Deus implica em fazer o bem. O crente que ama a Deus realmente - e demonstra adorá-lo cantando ou com outras expressões - deve fazer o bem ao próximo e sempre evitar qualquer espécie de prejuízo. Medite: o amor não faz o mal, é benigno (Romanos 13.10; 1 Corintios 13.4).

E.A.G.

sábado, 23 de julho de 2016

O trabalho e atributo do ganhador de almas

EBD - terceiro trimestre de 2016 - CPAD. O Desafio da evangelizacão. Obedecendo ao ide do Senhor de levar as Boas Novas a toda criatura. Comentarista: Claudionor de Andrade. Lição 4: O trabalho e atributo do granhador de almas.
Por Eliseu Antonio Gomes

A palavra "evangelista" provém do vocábulo grego "euaggelistes", e significa aquele que traz boas-novas.  O termo era usado no período da Grécia Clássica, para designar a pessoa incumbida de comunicar uma notícia agradável. A partir da fundação da Igreja de Cristo, no Pentecostes, a palavra passou a designar aquele que proclama o Evangelho. O evangelista é chamado e vocacionado para ganhar almas.

A palavra "evangelista" é composta por dois vocábulos gregos: "eu" (bom); e, "ággelos" (anjo ou mensageiro). A etimologia do termo leva-nos a concluir que o evangelista é o "anjo / mensageiro do bem". Eis o porque no Apocalipse, os responsáveis pela igreja na Ásia Menor foram assim nomeados pelo Senhor.

Os atributos do evangelista, são:
• amor às almas;
• ser chamado por Deus;
• conhecimento da Palavra de Deus;
• fé;
• espiritualidade plena;
• disponibilidade;
• perseverança.
No Antigo Testamento, o ministério que se aproxima ao do evangelista neotestamentário é o de Profeta. A palavra hebraica que aparece em Isaías 40.9 e 52.7 traz a ideia de "mensageiro" e "pregador". O ministério profético neotestamentário tinha o objetivo de convencer o rei e o povo de seus pecados, arrependerem-se, e voltar a andar segundo a vontade de Deus, tal qual a objetivo da evangelização nos dias atuais.

O trabalho de evangelista é um precioso dom de Cristo à Igreja, é a capacitação espiritual dada aos obreiros, a vocação dada por Deus através do Espírito Santo, e confiado à Igreja por Cristo, visando à proclamação extraordinária das Boas-Novas da salvação. Sem o ministério da proclamação, o Evangelho teria morrido em Jerusalém.

O dom de evangelista é um dom ministerial, outorgado à Igreja pelo Espírito Santo. Na Carta aos Efésios, capítulo 4, versículo 11, o apóstolo Paulo apresenta o dom de evangelista como sendo o segundo dom ministerial em importância. Os que recebem este dom são impulsionados pelo Espírito Santo a proclamar a mensagem do Evangelho, que reúne em si a oferta e o poder da salvação (Romanos 1.16). Entretanto, todo crente tem como tarefa suprema evangelizar e ganhar almas para Cristo.

Por intermédio de obreiros como Filipe, a mensagem da cruz ultrapassou a fronteira da Judeia. Em Atos 8, encontramos o relato da atuação de Filipe em Cesareia, Gaza, Azoto e Samaria. E de Samaria, as Boas-Novas não demoraram a alcançar os confins da Terra. Filipe claramente retrata o papel do bom evangelista. O livro de Atos nos conta que ele, junto com Estevão, foi um dos sete diáconos mais importantes nomeados originalmente para cuidar das viúvas (6.1-6); era morador de Cesareia, era pai de quatro filhas virgens que profetizavam na Igreja Primitiva (Atos 21.8-9). Durante a perseguição promovida por Saulo de Tarso, foi forçado a mudar-se com a família para Samaria (8.5). E, através de Filipe toda a Samaria foi evangelizada (8.4-7). O livro de Atos também narra que Filipe, guiado pelo anjo do Senhor, foi ao caminho de Gaza e Jerusalém e ali encontrou o eunuco e mordomo-mor da rainha dos etíopes, Candance; o etíope lia a Escritura no livro de Isaías, mas não entendia a leitura; Filipe, percebendo a inabilidade do etíope, passou a explicar o texto sagrado, e assim aquele homem teve um encontro com Cristo (8.26-40).

O Arauto do Reino de Deus, o portador das Boas-Novas, vivendo neste mundo em que a sociedade está dominada pelas ideias e cosmovisões que afrontam o propósito do Altíssimo para a humanidade, ama o pecador e não economiza esforços para alcançá-la em todas as esferas da sua existência. Amar: esta é a palavra-chave do autêntico evangelista de Cristo!

O ministério evangelístico não se limita a uma escolha pessoal; firma-se em uma intimação do próprio Cristo. Devemos evangelizar não porque seja agradável, fácil, ou porque podemos ter sucesso, mas porque Jesus nos chamou.

O evangelista consciente de seu ministério não se limita a evangelizar baseado na itinerância. O deslocamento do evangelista contemporâneo se dá no sentido de encontrar não-crentes, os que não conhecem o Evangelho. Ele vai de pessoa a pessoa, casa a casa, rua a rua, comunidade em comunidade. Ele vai a lugares que ninguém vai, e apresenta o plano da salvação em lugares onde Cristo nunca foi anunciado. Além disso, realiza a apologia da fé cristã e integra o novo-convertido ao meio social da congregação.

E.A.G.

Compilações:
Ensinador Cristão, página 38; ano 17, nº 67, julho-setembro de 2016, Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD).
Lições Bíblicas - O Desafio da Evangelização: obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura - Professor - Claudionor de Andrade, páginas 27-29, 31; 3º trimestre de 2016, Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD). 
O Desafio da Evangelização - Obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura; Claudionor Gonçalves; páginas 39 e 40; 1ª edição 2016; Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD).

sexta-feira, 22 de julho de 2016

12 sugestões para combater o estresse



Por Vanessa Iva



Estresse é consequência da vida agitada, problemas pessoais e familiares, entre outros. Situações muitas vezes inevitáveis, que a maioria das pessoas não conseguem enfrentar como deveriam. 

Em casos assim, o importante é manter a calma e dar tempo ao tempo, para evitar complicações de saúde. 

Algumas sugestões para lidar com o estresse:

1. Respire fundo

Agir impulsionado por fortes emoções sempre causa arrependimentos, porque cometemos atos sem pensar. Quando os problemas aparecem, é importante manter a calma.


2. Trabalhe nas tarefas domésticas

Muitas pessoas poderão discordar dessa estratégia, mas de fato é uma boa resposta para fazer o tempo passar e fazer com que os pensamentos sensatos retomem às posições que jamais deveriam ter saído. Cuidar da louça, arrumar a gaveta esquecida, além de manter você ocupado com algo útil, ajuda a refletir melhor sobre os passos futuros que deverá seguir.



3. Seja uma pessoa carinhosa

Principalmente dentro do seu lar, não economize ações de afeição. O carinho é uma atitude meiga, doce. Transmitir o amor liberta a mente de sentimentos negativos e consequências difíceis. Beije a esposa, abrace os irmãos e filhos e diga-lhes o quanto são importantes para você! Fazer essas coisas afasta o estresse. Abaixo de Deus, a nossa casa é o nosso porto-seguro.



4. Evite ficar só

Não fique em lugares fechados e sozinho. Esteja em companhia de pessoas que gosta e querem o seu bem-estar. Sofrer injustiças e passar por decepções causam estresse e ficar isolado não o ajuda a superar os momentos ruins. Vá à igreja!


5. Case

Muitos acreditam que a maior parte do estresse tem origem no matrimônio, quando duas pessoas tornam-se uma só carne. A verdade é que problemas existirão em todas as fases da vida. O importante é deixar o orgulho de lado e enfrentar os problemas de frente - e duas cabeças pensando em soluções juntas é melhor do que uma.



6. Dialogue

Conversar é uma saída para vencer o estresse. Procure familiares, o pastor na igreja, aceite conselhos. Como fórmula anti-estresse, busque vizinhos e pessoas conhecidas para conversar assuntos que não seja referentes ao seu problema. Conte piadas, ouça piadas, ria com eles, divirta-se com eles.


7. Tenha bom senso durante crises familiares 

Todos os núcleos familiares carregam cargas de problemas. É uma ilusão pensar que exista alguma família que viva o tempo todo feliz. É necessário cultivar a disposição de manter a calma durante os momentos delicados, para resolver o conflito dentro do ambiente da casa. Ter calma, ouvir o que o outro quer dizer, respeitar a opinião diferente, e dar bons exemplos de vida nos ajudam a vencer as crises e a solidificar a união familiar.

8. Vá passear

Eventualmente, é indispensável sair com a intenção de divertir-se em locais que não costuma frequentar. É necessário escolher lugares diferentes dos habituais, simples e calmos, na companhia de pessoas amigas. Em tempo: momentos prazerosos sim, mas ajuizadamente.

9. Divirta-se com os filhos

Outra maneira de enfrentar o estresse é brincando com os filhos. São muitas brincadeiras que podem ser aproveitadas.

10. Intimidade conjugal

Muitas pessoas não percebem, mas é tarefa difícil manter dois relacionamentos amorosos ao mesmo tempo. Aquilo que parece ser privilégio, produz o caos, gera mais estresse. Para evitar tensões emocionais piores, evite o romance aventureiro.

O companheirismo é fundamental. Um homem que tem sua esposa como cúmplice em todos os aspectos, realmente merece respeito. É mais fácil vencer o revés partilhando cada momento juntos, é a melhor forma de encarar as dificuldades. O apoio deve ser mútuo.

Sem dúvida, gozar a vida a dois é um bom anti-estresse. O sexo, criado por Deus para o ambiente do casamento, faz esquecer por algum tempo, que existe uma sociedade do lado de fora do ambiente matrimonial (Eclesiastes 9.9).

11. Pratique atividade física

Man doing Yoga in New YorkO cérebro precisa de distração. O exercício do corpo é um ótimo antídoto que combate o esgotamento emocional. Fazer musculação, natação, correr, e outros esportes auxilia a superar as contrariedades.

12. Cultive a felicidade

Estar ao lado de quem o faz bem, é capaz de fazer sentir-se melhor, alguém com quem possa compartilhar os bons e maus momentos, é um suporte importante na vida de qualquer pessoa. Assim como espera auxílio, seja alguém sempre disposto a auxiliar também.



Fonte: 17 formas eficazes de lidar com o stress  - www .mmo. co . mz / formas - eficazes - de  -lidar - stress # ixzz4F86c10KF

Resposta ao leitor de Belverede - Jeú, Jezabel, Pastor Ailton José Alves e sua defesa de usos e costumes da Assembleia de Deus como cultura do céu


Mulher corre livremente na praia


O artigo Jeú, Jezabel, Pastor Ailton José Alves e sua defesa de usos e costumes da Assembleia de Deus como cultura do céu [ ¹ ], publicado por mim aqui no Belverede em 15 de fevereiro de 2015, tem rendido um número considerável de visitas e algumas destas visitas têm se manifestado. Coloco em evidência a participação mais recente e a minha resposta. Aproveito para esclarecer que não há nenhuma motivação de ordem pessoal quanto ao meu posicionamento e que em momento algum exponho meus pensamentos com intenção de agredir pessoas.

"É impressionante como os liberais se incomodam com a pregação do nosso pastor presidente, eu já ouvi esta mensagem várias vezes e em momento algum eu vi o Pr. Ailton dizer que mulher que usa calça ou brinco ou qualquer adereço vai ao inferno. Nosso pastor é um homem que conhece a Escritura, jamais diria isso, o que ele está pregando é o que faz parte desta igreja desde que ela foi fundada. As pregações de Jesus também eram contestadas, porque iam de encontro aos pecados e interesses dos escribas e fariseus, chegaram até a chamar Jesus de endemoninhado. Mas é impossível alguém que está livre do mundo se interesse em viver preso debaixo de jugos de homens, como você dizem que os assembleianos de Pernambuco vivem. Eu só queria perguntar para vocês porque esta igreja cresce tanto?"
João Roberto, 20 de julho de 2016, 17h08.

Meu caro irmão José Roberto.

Por favor, pelo simples fato de existirem pessoas discordantes em um assunto que lhe interessa, não os classifique de liberais. Não liberamos nada, apenas fazemos exposição e aplicação bíblica como ela é, sem aumentar ou diminuir o conteúdo da Bíblia Sagrada. Da minha parte, não estou incomodado com a pregação. O que incomoda é saber da rigidez de regras extrabíblicas aplicadas contra as mulheres - e afirmando que tais excessos inconvenientes ser coisa da parte de Deus. Sabemos que é coisa de homem, de origem unicamente carnal.

Você diz não ser testemunha de seu pastor afirmar que as mulheres que usam calça comprida, maquiagem e brincos estão condenadas ao inferno. Admiro-me com sua afirmativa! O que está subentendido no título do vídeo? O que ele quer afirmar neste título cujos dizeres são "os usos e costumes da Assembleia de Deus são cultura do céu"? Esta afirmação é infeliz, perigosa e deve ser refutada por todas as pessoas que amam a Cristo.

Usar o púlpito para pregar temas extrabíblicos é algo de extrema gravidade! Seu pastor faz isso com frequência?

"Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso" -  Provérbios 30.5,6.

Não é correto comparar Jesus com o seu pastor. Jesus pregou apenas a Palavra de Deus com seriedade, jamais cometeu esses excessos pecaminosos.

Você perguntou porque a Assembleia de Pernambuco cresce? O Estado Islâmico, composto de terroristas, também cresce, mas nada há de espiritual nele; os times de futebol Corinthians e Flamengo também crescem, porem tais agremiações não buscam agradar a Deus; a corrupção cresce e precisa ser combatida com veemência e muita coragem... O motivo de crescimento? As obras da carne agradam ao coração de todos os seres humanos que não vigiam!

Preste atenção no texto bíblico, ele também responde sua pergunta, e procure ler em sua Bíblia o contexto dele.

"Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne" - Colossenses 2.20-23 (trecho sublinhado por mim).

Abraço.

Paz do Senhor.

domingo, 17 de julho de 2016

Somos peixes de Cristo


"E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens" - Mateus 4.19.

Ao chamar os discípulos para segui-lo, Jesus comparou os homens pecadores como um grande cardume (Mateus 4.19). E num determinado momento, nós cristãos, ouvimos alguém falar de Jesus Cristo e o plano redentor que Deus preparou para salvar a humanidade, prestamos atenção na mensagem, cremos na Palavra de salvação e fomos “pescados”. 

Então fomos libertos das águas poluídas pelo pecado, não mais nos alimentamos de desejos pecaminosos, nadamos em águas puras e cristalinas, comemos o pão que vem do céu e nos fortalecemos através do poder do Espirito Santo. Ainda estamos neste mundo, entretanto aguardamos a morada celestial, o lugar espetacular de se morar, que Jesus nos prometeu (João 14.2).

E.A.G.

sábado, 16 de julho de 2016

A prosperidade que eu li na Bíblia Sagrada


"Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" - Romanos 10.13.
“Da abundância do seu coração fala a boca” - Lucas 6.45.

Não é possível alguém dar aquilo que não tem. Quem não possui amor sincero, o máximo que conseguirá doar é o amor fingido; quem não conhece o Salvador no íntimo de seu ser, o máximo que conseguirá falar sobre Ele é o que ouviu outros dizerem a respeito dEle.

Equilibre-se!

Nas Escrituras Sagradas, Antigo e Novo Testamento, idiomas hebraico e grego, os vocábulos paz, bênção e salvação, entre outros significados, também significam prosperidade. Não representam apenas o acúmulo de riquezas, mas o bem-estar do espírito, da alma e do corpo; tem a ver com estabilidade em todos os sentidos.

Eu penso que o pregador que não centraliza Jesus Cristo em sua pregação, insiste em repetir incentivos ao acúmulo de bens e dinheiro, não é seguidor de Cristo. Aquele que prefere pautar suas mensagens apenas em coisas dessa vida, segundo o raciocínio do apóstolo Paulo, com muita certeza eu digo que é o mais miserável dos pecadores (1 Coríntios 15.19).

Na outra ponta do extremismo, aquele que vive apenas a pensar no relacionamento da raça humana apenas na condição seres espirituais, erra. Primeiro, Deus criou a parte física de Adão e só depois soprou a vida em seu corpo. O Criador que fez o corpo, a alma e o espírito do ser humano, agiria de maneira incoerente dizendo amar o mundo inteiro e enviando Jesus ao mundo para salvar apenas o espírito de cada um de nós - e que se arrebente a alma e o corpo dos servos fiéis? Nas Escrituras Sagradas, Antigo e Novo Testamento, os vocábulos paz, bênção e salvação, entre outros significados, também significam prosperidade. Não representam apenas o acúmulo de riquezas, mas o bem-estar do espírito, da alma e do corpo; tem a ver com estabilidade em todos os sentidos: saúde, finanças, emoções, espiritualidade.

Precisamos dia após dia conhecer mais a Bíblia Sagrada e empreender esforços para que ela permaneça, em todas as situações que vivemos, como a nossa regra de fé e de prática. Assim, nenhuma pregação ouvida nos púlpitos de igreja, conselho em roda de conversa ou mensagem escrita deverá ser aceita sem antes passar pelo crivo das Escrituras.

Só aquilo que estiver de acordo com a Bíblia deve ser guardado no coração.

1 - Na Bíblia, encontramos o equilíbrio de Paulo em contato com a pobreza e a riqueza: “Tanto sei estar humilhado como também ser HONRADO; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de FARTURA como de fome; assim de ABUNDÂNCIA como de escassez” – Filipenses 4.12.

2 - Na Bíblia, conhecemos a oração de Agur, homem desejoso de ser uma pessoa sincera, distante de gente dissimulada e mentirosa, cujo coração não queria ser pobre e também não queria ser rico. “Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário” – Provérbios 30.8.

3 - Na Bíblia, aprendemos que ser um trabalhador e ter a condição de desfrutar do salário do próprio labor é um presente divino.

“Eis o que eu vi: boa e bela coisa é comer e beber e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção. Quanto ao homem a quem Deus conferiu riquezas e bens e lhe deu poder para deles comer, e receber a sua porção, e gozar do seu trabalho, ISTO É DOM DE DEUS ” – Eclesiastes 5.18-19.

Concluindo

Foi Jesus que disse: mais bem-aventurada coisa é dar do que receber (Atos 20.35).

Logicamente, Jesus não quer que você, após a conversão, passe a viver uma vida miserável. Não quer que o cristão rico empobreça, não deseja que o trabalhador, que pela fé nasceu outra vez, fique desempregado, e o desempregado que ama a Deus morra de fome. O Senhor não quer gente crente em eterna dependência de descrentes, perambulando vestido de farrapos a pedir esmolas, não quer ver o crente como o mendigo fedorento que ninguém sente prazer em ter por perto.

Também não é da vontade dEle que o pobre se transforme em um milionário, esnobe e avarento. A vontade do Senhor é que todos nós confiemos nEle, confiança maior do que a depositada no saldo da conta bancária, ou em alguém de carne e ossos. Ele quer que eu e você sejamos compartilhadores das bênçãos que recebemos e que nunca sejamos pessoas egoístas.

E.A.G.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Igreja, uma agência evangelizadora

EBD - Terceiro trimestre de 2016 - CPAD - O Desafio da evangelização: Obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas Novas a toda criatura. Comentarista: Claudionor de Andrade. Lição 3: Igreja, uma agência evangelizadora.
Por Eliseu Antonio Gomes 

A Teologia Sistemática classifica a Igreja de Cristo com dois conceitos que se encontram nas Escrituras: igreja invisível e igreja visível. 

A igreja visível está identificada com aquele grupo de pessoas que se reúnem em nome de Jesus em várias partes do globo terrestre. É a igreja geográfica, étnica, forjada num tempo, numa história e numa cultura. É a igreja que celebra a Cristo em várias partes do planeta (Atos 2.1; 13.1-2).

Em relação à igreja invisível, as Escrituras Sagradas se referem a ela como a Igreja, Corpo de Cristo, formada por milhões de pessoas de todos os tempos e lugares. Essa igreja é atemporal e sem limites geográficos. Nela, estão presentes crentes do passado, do presente e do futuro. A Bíblia chama essa igreja  de o Corpo Místico de Cristo; nome dado à Igreja Universal que Jesus fundou, onde Ele se fez o "cabeça" da Igreja, a "pedra da esquina".

A Igreja Invisível é a geração eleita, sacerdócio real e povo adquirido por Deus, para que exista, basta duas pessoas congregarem-se sob a invocação de Cristo, para que Ele se manifeste entre ambas e, por intermédio delas, aja abençoando. A reunião de duas ou três pessoas, invocando o nome do Senhor, perfazem um número suficiente para que se tenha uma comunidade proclamadora do Evangelho (Mateus 18.20; 1 Pedro 2.9; Mateus 18.20).

A definição da palavra igreja

A Igreja já foi definida como uma assembleia dos que foram chamados para fora. Nessa definição, vemos que a etimilogia do termo grego ekklésia é bastante emblemática. Temos duas palavras distintas nesse vocábulo. Ek: "de"; "para fora". Kaleõ: significa "ser chamado"; "ser convocado".

A Ekklésia grega era uma assembleia de cidadãos intimados para fora de suas casas, a fim de tratar de algum assunto de interesse público. Tendo em vista a natureza da "igreja" grega, aprouve ao Senhor Jesus usar o mesmo termo para nomear a universal assembleia de homens e mulheres provenientes de todas as nações da terra.

Jesus poderia ter dito "Sobre esta pedra fundarei a minha sinagoga". Caso tivesse dito, limitaria a atuação de seus discípulos, pois os judeus, numa localidade gentílica, não seriam chamados para fora, para anunciar Deus e Cristo a todos os povos, mas convocados para dentro da nação de Israel e dentro de congregações israelitas adorariam a Jeová sem a obrigação de compartilhar sua fé com os gentios.

A Igreja de Cristo é superior à assembleia grega e mais sublime que a sinagoga judaica. Ela, por ser a Igreja e pertencer a Cristo, jamais deixará de ser um organismo, ao passo que estas nunca transcenderão os limites de organização.

É importante frisar que a Igreja Primitiva evangelizava sem se descuidar das necessidades dos pobres e necessitados. Se por uma lado, dava-lhes o pão do céu, por outro, não lhes negava o pão saído do forno, para sustentar o corpo físico.

Filipe, o evangelista (Atos 9.6-7)

Há cerca de 2 mil anos, um anjo mobilizou Filipe a sair de onde estava, ao encontro de um etíope, alguém que desejava pelo conhecimento do Deus vivo. Mesmo tendo em mãos o livro do profeta Isaías, aquele homem não conseguia compreendê-lo. Quão glorioso é o fruto que resultou da disponibilidade de Filipe em sair da sua zona de conforto rumo ao necessitado. Sem mencionar os demais frutos que possivelmente  o etíope deve ter ganho para Cristo, passando a lição que aprendeu adiante.

Assim como o etíope, existem muitas almas esperando por um cristão disposto a compartilhar o conhecimento do Plano da Salvação. Os servos do Senhor são compelidos a expandir as paredes da igreja, ir onde estão os perdidos. Jesus morreu por todos e deseja que todos saibam que poderão ser salvos por intermédio do seu sacrifício na cruz (Isaías 53.1-12; Mateus 9.12-13).

A Igreja Primitiva em Antioquia (Atos 13.1-2)

Não sabemos quem fundou a igreja em Antioquia. Mas temos a informação bíblica que aqueles obreiros anônimos souberam como edificá-la na Palavra de Deus e no poder do Espírito Santo, e que tinham visão missionária bíblica.

Os discípulos de Cristo que fixaram residência em Antioquia não demoraram a realizar missões. Eles evangelizaram gregos, bárbaros e romanos, e a partir daquele momento a Igreja de Cristo, dirigida pelo Espírito Santo, começou a universalizar-se, até chegar a nós, os crentes do século 21. Dentre membros daquela igreja, saíram os primeiros missionários transculturais do Cristianismo e aquela igreja passou a ser conhecida como a igreja missionária, um modelo para todas as igrejas que se comprometem a enviar missionários, sustentá-los no campo e assistir aos que retornam da obra.

A proclamação

Se a igreja evangeliza e faz missões, é verdadeira.

Ora, se a natureza da Igreja de Cristo é a proclamação do Evangelho, ela deve peregrinar de proclamação em proclamação até que o Senhor venha, pois subsiste pela proclamação e pelo ensino da doutrina dos profetas e dos apóstolos.

A Igreja de Cristo se faz conhecida pelo evangelho que proclama, pela doutrina que ensina e pelo discipulado que emprega na formação de novos crentes. Alguém afirmou, certa vez, que a Igreja não é um clube de iates, mas uma frota de pesqueiros. De maneira sutil e delicada, esclareceu que a principal tarefa da Igreja é a evangelização; deixou patente que a Igreja, por sua natureza e vocação, é a agência por excelência de evangelismo e missões. É assim descrita porque Cristo estabeleceu-a e deu a ela a suprema missão de anunciar o Evangelho a toda criatura.

A primeira grande verdade proclamada sobre Jesus, no Novo Testamento, é que Ele é o Filho do Deus vivo (Mateus 16.16). Caso não o apresentamos como Filho de Deus, poderemos até apresentar uma bela peça de oratória, mas jamais a autêntica pregação evangélica. Se não pregarmos um Cristo que não procede de Deus, jamais convenceremos o mundo do pecado, da justiça e do juízo. E por este motivo, o Senhor ordena que os convertidos sejam batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28.19).

Em segundo lugar, ao realizar a proclamação evangelística, é necessário apresentar ao pecador Jesus Cristo como Aquele que morreu como Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus, o Crucificado de Deus que veio tirar o pecado do mundo.

Em terceiro lugar, proclamar a Cristo como o Ressurreto de Deus. Se proclamamos a morte sem anunciar a ressurreição, nossa evangelização será incompleta. O pecador precisa ouvir que Jesus não ficou preso à cruz, nem detido no sepulcro, mas que, após três dias, ressurgiu com poder e glória. Que cada pecador saiba que Jesus morreu e ressuscitou e agora ainda está vivo, intervindo no mundo e governando a Igreja, por meio do Espírito Santo.

A quarta etapa da proclamação evangelística, é apregoar o Cristo Vivo, tal qual fez o apóstolo Pedro na Declaração de Cesareia (Mateus 16.16). É necessário fazer o pecador saber que Jesus está no controle do universo, da História e da nossa vida. Deus não se esconde em sua transcendência, antes, revela-se amorosamente; em suma imanência o Pai intervém na história do universo por meio do Filho. Ao proclamar que Jesus, além de morrer e ressuscitar, acha-se no governo de todas as coisas, nós afirmamos ao pecador que Ele não é mais um entre os fundadores de religiões e seitas, nós o entronizamos como o Rei dos reis e o Senhor dos senhores (Apocalipse 19.16).

O quinto passo ao anunciar o Evangelho ao pecador, é fazê-lo entender que Cristo é o Deus pessoal. Quando o profeta Isaías escreveu a mensagem sobre a concepção virginal de Maria, deixou claro que o Filho, assim como o Pai, seria um Deus pessoal. Emanuel: Deus conosco (Isaías 7.14; Mateus 1.23). Assim sendo, proclamemos que Jesus quer, além de ser o Rei dos reis e Senhor dos senhores, firmar um relacionamento pessoal íntimo com o ser humano. Precisamos dizer ao pecador que Jesus é o Deus comigo, Deus contigo, que a presença dEle permeia o corpo, a alma e o espírito de toda pessoa que o recebe como Senhor e Salvador.

Conclusão

A evangelização é a missão prioritária da Igreja, mas, infelizmente, muitos cristãos não dão a devida importância à ordenação de Cristo (Mateus 28.19-20), pois estão preocupados em erguer grandes templos. É importante  ressaltar que não há nada de errado eme erguer um templo confortável, bonito e espaçoso, afinal, evangelizando almas o número de membros aumenta e as almas convertidas congregarão nele. O erro reside em utilizar todos os recursos e energia na construção e abandonar a pregação do Evangelho.

Não há tempo a perder, sabemos que Jesus virá e precisamos evangelizar hoje. Os discípulos de Cristo sempre serão chamados para fora, com a finalidade de proclamar o Evangelho. Toda vez que faz isso, age como luz no mundo e sal da terra, ilumina as trevas com a exposição da verdade e preserva os tecidos sociais mais comprometidos, esclarecendo a vontade de Deus.

A Igreja de Cristo está devidamente aparelhada pelo Espírito de Deus, para ensinar a verdadeira doutrina. Nosso testemunho, portanto, não deve ficar emparedado, nem aprisionado pela burocracia eclesiástica. Se somos Igreja, agiremos como Igreja. Sairemos a evangelizar e a fazer discípulos até a fronteira final deste globo, anunciando que Jesus salva, batiza com o Espírito Santo e cura os males do corpo.

E.A.G.

Compilações
Ensinador Cristão, páginas 22, 37; ano 17, nº 67, julho-setembro de 2016, Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD).
Lições Bíblicas - O Desafio da Evangelização: obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura - Professor - Claudionor de Andrade, páginas 20 a 24; 3º trimestre de 2016, Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD).
O Desafio da Evangelização - Obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura; Claudionor Gonçalves; páginas 29 a 37; 1ª edição 2016; Bangu, Rio de Janeiro - RJ (CPAD).

2 Corintios 5.17 - deixando o passado para trás


"Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo" - 2 Coríntios 5.17 (NTLH).

E.A.G.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Pecado, misericórdia e perdão



"O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia" - Provérbios 28.13.
"Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve" - Salmos 51.1-3, 7.

Todos nós, cristãos, sabemos que o que foi pecado no passado, é pecado no presente e continuará a ser no futuro. Também sabemos, mas não podemos esquecer jamais, que a misericórdia divina sempre será misericórdia divina. Além disso, retenhamos na memória, que todos estamos sujeitos a pecar, e se o coração for contrito, Deus jamais deixará de perdoar o pecador arrependido.

"O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia" - Provérbios 28.13.

Aquele que confessa seus erros, dá sinal que reconhece ter pecado e demonstra possuir traço de humildade.

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" - 1 João 1,9.

Quem ainda não fez sua confissão para Deus, confesse crendo que Ele é misericordioso e o perdoará.

E.A.G.

A vida mudou em São Paulo, mas Deus continua a ser o mesmo Pai bondoso que sempre foi


Diante de todas essas dificuldades, para quem crê em Deus sempre haverá consolo, esperança e socorro.
Rio Tiete entre as vias marginais.

Em São Paulo, na década dos anos 1980 para trás, não era contra lei o pobre cavar e manter um poço de água no quintal. As famílias mais pobres tinham água de graça para matar a sede e fazer a higiene pessoal da família inteira; não havia restrição para criar porcos, galinhas, patos, marrecos e até aquele peru do Natal. E assim, com pouquíssimo custo, era fácil ter alguma mistura na mesa para todos se satisfazerem, sem precisar ir às compras.

Nos idos 1980 e anos anteriores, existia espaço para plantar árvores frutíferas, legumes e verduras no quintal de casa. Eu tive o meu própria abacateiro! Via de regra, havia variedade de alimento sobre a mesa, ninguém espera o dia da feira ou procurava o mercado que oferecesse a melhor promoção. Hoje, pais de família gemem com a inflação em alta e descontrolada, sofrem com acúmulo das dívidas, deixam grande parcela do salário nos estabelecimentos comerciais e têm que pagar até pela sacola de compras. 

Agora, ao invés de encontrar peixes nos rios, riachos e lagoas, encontra-se poluição; no lugar de matas e ambientação aos pássaros e outros bichos, temos a invasão habitacional desorganizada, no lugar de preparo do solo para plantação encontramos o cimento frio.

Para muitos habitantes paulistanos, falta o emprego e o dinheiro para sobreviver nesta grande cidade, que é centro de desespero, zona de asfalto cheio de buracos e enchentes devastadoras, o mesmo lugar que outrora representava o sonho de progresso de nordestinos e tantas outras gentes.

Antigamente, era menos complicado ser pobre em São Paulo. 

Porém, diante de todas essas dificuldades, para quem crê em Deus sempre haverá consolo, esperança e a resposta certa. 

Qual? Salmo 121 responde.

1 Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?
2 O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.
3 Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda.
4 É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel.
5 O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita.
6 De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua.
7 O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma.
8 O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.

E.A.G.

Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo descritos na Bíblia Sagrada como figuras femininas


É necessário deixar claro que a Divindade é incorpórea, não é macho e nem é fêmea. As descrições que lemos são apenas figuras de linguagem.
Os leitores mais atentos da Bíblia Sagrada notam que Deus, Cristo e o Espírito Santo, além da descrição masculina também são retratados como figuras femininas.

É necessário deixar claro que a Divindade é incorpórea. As figuras femininas que descrevem Deus, Jesus e o Espírito nas Escrituras, não sugerem que Deus, Jesus e o Espírito são personagens fêmeas ou machos, apesar de o gênero masculino prevalecer: Senhor, Rei, Juiz, Pai, marido.

As descrições que lemos são apenas figuras de linguagem, são representações de Deus em linguagem antropomórfica - linguagem figurada de parte do corpo humano ou de animais para descrevê-lo mais claramente.

Não existe o propósito de justificar a necessidade, do uso de “mãe” ou pronomes femininos para enfatizar a feminilidade ou ambivalência sexual da Divindade. E de igual maneira, os pronomes masculinos que encontramos na Bíblia, quaisquer referências para Deus, Jesus e o Espírito, não justificam afirmar que a Divindade seja macho.

Outra vez: Deus, Jesus e o Espírito não possuem corpo de homem e nem de mulher.

Vejamos alguns textos que apresentam a Trindade figurando no modo feminino:

• DEUS (como figura de uma mãe)

"Esqueceste-te da Rocha que te gerou..." - Deuteronômio 32.18.

"Confiai no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR DEUS é uma Rocha" -  Isaías 26.4.

"Por muito tempo me calei, estive em silêncio e me contive; mas agora darei gritos como a parturiente..." - Isaías 42.14.

As figuras femininas que descrevem Deus, Jesus e o Espírito nas Escrituras, não sugerem que Deus, Jesus e o Espírito são personagens fêmeas ou machos.
• ESPÍRITO SANTO (como figura de uma mãe)

"...e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas" - Gênesis 1.2.

Este versículo, no original hebraico tem um sentido mais amplo do que a tradução de João Ferreira de Almeida. Espírito é Ruah, um substantivo feminino. O verbo "movia" (rãhaph) tem raiz primitiva em "chocar". Isto é, o texto ilustra o Espírito como uma ave-mãe chocando um ovo.

• JESUS CRISTO (como figura de mãe)

"Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!" - Mateus 23.37.

Não é prudente pensar ou afirmar que Deus é machista. Tanto o homem quanto a mulher são sua imagem e semelhança. "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" - Gênesis 1.27. Homem neste texto tem a conotação de Humanidade e não o gênero masculino.

É importante ler e conhecer a Bíblia e praticá-la sem mistura com os conceitos humanos. Deus não é machista e nem feminista, está acima das filosofias deste mundo, desde o primeiro dia da criação. Faço votos que as ideias machistas e feministas não atrapalhem nossas vidas cristãs. Ao ler a Bíblia Sagrada, que a nossa mente esteja vazia dos pensamentos desse mundo, pois não é possível receber e guardar a Palavra de Deus se não houver espaço vago no coração para armazená-la.

Esta redação é um resumo do assunto, existe muito mais para ser mostrado, porém, entendendo que o que está mostrado já é o suficiente para que quem ler possa perceber a ideia a ser transmitida, termino aqui a explanação.

Veja mais aqui no Belverede: Linguagens antropomórfica e antropopática na Bíblia

E.A.G.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Mulheres pastoras, apenas uma heresia para a concepção de alguns machistas de plantão?


Quando Paulo usa o termo masculino para falar sobre pastores na obra, sem mencionar o cargo reservado para as mulheres, é preciso expandir a visão de leitor da Bíblia para o de um estudioso da história, analisar a cultura em que o apóstolo vivia. E qual era a situação a ser ponderada? Os judeus jamais aceitariam uma mulher liderando na igreja. Naquele tempo tal indicação ao ministério seria uma pedra de tropeço, como foi a discussão sobre comer carne sacrificada aos ídolos.
Arte: pastora cuidando de seu rebanho. Artista: Julien Dupre. 

Na postagem publicada ontem por mim (Caso Bianca Toledo...), recebi visitas comentadas. Uma delas tem o seguinte conteúdo, ipsis leteris:

"A verdade: Nao existem fundamentos biblico,para separação de mulheres ao ministério pastoral! Isto pertence só aos homens,e quem quiser que vá questionar com o soberano Deus!Deus nunca chamou mulheres para exercer este oficio!"

Nunca pretendi tomar partido com ênfase neste assunto, sempre fiquei na posição de observador, mas neste momento penso ser importante colocar meu ponto de vista na superfície deste tema.

Creio que não é uma credencial de igreja que faz alguém ser pastor. Vemos muitas pessoas por aí com a carteira, mas sem nenhuma característica para pastorear, inclusive até atrapalham os que são pastores de fato. Também, observamos muitas pessoas sem credencial, porém, fazendo ótimo trabalho pastoral, pois é uma característica que nasceu com elas, o pastorado flui nas ações delas com naturalidade, sem qualquer esforço. E entre esse pessoal “sem crachá”, há muitas mulheres trabalhando para o Senhor. Algumas igrejas reconhecem essa gente e os honra, mas outras não.

Eis minha resposta, com retoques:

Caro (a) Anônimo / Anônima.

Por favor, declare-se, não seja uma pessoa tímida. Ao expor sua identidade a sua argumentação terá mais peso de importância. Documento sem assinatura não tem legalidade, é como qualquer outro papel, pode ser queimado, rasgado, jogado no cesto de lixo e ninguém sentirá falta dele.

Quanto ao que disse: Deus chama homens para pastorear? Em qual texto bíblico você se baseou? Qual é o seu contexto? 

Convite para meditar em 1 Timóteo 3.1:

"Esta é uma palavra" fiel..."
Acredite nesta instrução de Paulo, pois este ensino é a mais pura verdade.

"...se..."
É uma conjunção que significa "na hipótese de..."; "no caso de...". Não se trata de uma ordem.

• "...alguém..." 
Um ou uma; algum ou alguma; pessoa; ser. Não especifica o gênero masculino ou feminino.

• "...deseja o episcopado..."
Em outras palavras: a pessoa que queira exercer o ofício pastoral.

"...excelente obra deseja. 
Entendeu?

Para contextualizar, vamos ao Antigo Testamento, meditar sobre chamadas ministeriais.

"E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" - Zacarias 4.6.

Esta mensagem é endereçada ao primeiro governador de Judá após o cativeiro de judeus na Babilônia. Zorobabel liderou a reconstrução do templo ao lado de Josua, um profeta. Zorobabel é citado nas duas genealogias de Jesus Cristo (Mateus 1.12-13; Lucas 3.27); está apresentado na tipologia de Ageu (2.23), como o protótipo do próprio Jesus Cristo.

Ora, o que a mensagem entregue pelo anjo a Zacarias, com a incumbência de repassar para Zorobabel, nos diz? Não diz que é uma ordenança e "ai" que quem desobedecer a chamada, não afirma que uns são chamados e outros rejeitados a servir, por questão de ser homem ou mulher, ser feio ou bonito, negro ou branco, rico ou pobre. Não há especificação de pessoa quanto ao seu exterior, apenas ao interior, a chamada aponta ao coração: "quem deseja o episcopado / pastorado, excelente obra deseja"! Fala que o serviço a Deus deve ser voluntário!

Quando Paulo usa o termo masculino para ensinar sobre pastores na obra, não menciona o cargo reservado para as mulheres. Apesar disso, é preciso expandir a visão de leitor da Bíblia para o de um estudioso da história, analisar a cultura em que o apóstolo vivia. E qual era a situação a ser ponderada? Os judeus jamais aceitariam uma mulher liderando na igreja. Naquele tempo tal indicação ao ministério seria uma pedra de tropeço, como foi a discussão sobre comer carne sacrificada aos ídolos. 

Como líder, Paulo não deveria polemizar, apenas manter a paz coletiva.  "Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns" - 1 Coríntios 9.22. 

Vamos parafrasear Romanos 14.1-2? 

Texto original: "Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes."

Minha paráfrase, versículo 2: porque um crê que mulheres podem pastorear igrejas, e outro, que é fraco , acredita que só homens podem ser pastores. 

Enfim, me despeço com a paz do Senhor. Divergimos em algumas coisas, mas não na parte fundamental, que é a crença em Jesus como Senhor e Salvador. 

Deus continue abençoando você.

E.A.G.

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