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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Tatsuya Shindo - de membro da máfia japonesa Yakuza aos pés de Cristo



Tatsuya Shindo, ex-membro da máfia japonesa Yakuza agora é pastor e evangeliza mafiosos.
Imagem: Internet / vídeo CNN.
"Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?" - Ezequiel 33.11.

Aos 20 anos de idade, filho de pais separados, o japonês Tatsuya Shindo era viciado em drogas e traficava-as nos arredores de Tokyo para a Yakuza, uma das principais e temidas organizações criminosas do mundo. Aos 28 anos, agia como um dos chefes desta organização para o crime, gerenciando vendas de drogas e cometendo fraudes de cartões de crédito.

Dentre as sete vezes que foi detido, três detenções transformaram-se em prisões permanentes. Na segunda prisão, ele conheceu o testemunho de vida do pastor Hiroyuki Suzuki - ex-mafioso que se converteu ao cristianismo e hoje é líder da Igreja de Cristo Siloé, localizada em  Funabashi, Chiba. Mas a sua decisão por Cristo só ocorreu no episódio de seu terceiro aprisionamento, quando pego transportando 130 gramas de estimulantes em seu automóvel. Ele teve acesso à Bíblia quando ganhou um exemplar de sua esposa, durante uma de suas visitas ao cárcere. Ao ler Ezequiel 33.11, cuja passagem diz que Deus não tem prazer na morte dos ímpios, antes quer que se arrependam de seus pecados, foi impactado pelo Espírito Santo. Assim, decidiu deixar para trás o passado criminoso; parou de oferecer entorpecentes e cometer diversos delitos para oferecer algo incomparavelmente melhor: o Evangelho de Jesus Cristo.

Ao ganhar a liberdade pela terceira vez, após dez anos confinado, já havia sido banido da Yakuza. Passou a se corresponder com o Pastor Suzuki e a estudar teologia em Tóquio e dois anos mais tarde abriu a congregação Igreja Jesus Cristo Amigo dos Pecadores, ministério voltado principalmente aos cidadãos à margem da legalidade e suas respectivas famílias. A igreja, em um salão de 24 metros quadrados, congrega cerca de 100 pessoas, é aberta aos sábados e domingos.

Ali ele expõe a Palavra de Deus para japoneses que estão na linha da marginalidade, para muitas pessoas que possuem origens semelhantes a dele, ex-membros da gangue Yakuza, gente viciada em drogas, com histórico de prisões, à procura de uma palavra que irá mudar suas vidas.

No local em que agora funciona a igreja, no passado funcionava um bar com karaokê, e ainda pode-se ver ali o balcão, que outrora servia bebidas alcoólicas, à esquerda do púlpito. O local abriga ex-delinquentes, que outrora, na época de adolescentes, trocavam tiros entre eles porque pertenciam a gangues rivais. "Essas pessoas buscam a intervenção divina; deseja, que Deus os ajude em seus problemas", diz Shindo.

Na fase inicial de seu ministério, o salão de pregação não era frequentado por ninguém e Shindo descreve-se nesta época como alguém que pregava para as paredes. Passou por sérias dificuldades até estruturar o ministério. Escreveu dois livros: o primeiro autobiográfico (You Can Always Start Over / Você pode sempre recomeçar) e o segundo uma coletânea de suas pregações (The Mafia’s Minister’s Street Talk / O primeiro ministro da máfia fala).

Shindo carrega no corpo as marcas de seu passado. Tem grandes tatuagens coloridas de desenhos de criaturas místicas em seu tronco e bíceps; e o dedo anelar, que ele mesmo cortou um pedaço com cinzel como expiação pela transgressão ao dirigir e colidir o carro de seu chefe na máfia Yakuza, sob influência de metanfetamina.

O ex-traficante crê que do mesmo modo que aconteceu de receber o discipulado através da ministração do Pastor Suzuki, muitos membros da Yakuza se converterão a partir do seu ministério. Considera lógico as pessoas envolvidas no submundo do crime organizado buscarem o encontro com Cristo, ouvindo-o, pois, segundo ele, a hierarquia da máfia é semelhante ao da igreja.

Aos 39 anos, Shindo revela: "Tive a consciência esclarecida como fui ruim e as coisas ruins que fiz; e soube ao mesmo tempo sei que fui perdoado e quis me envolver na obra de Deus". Sobre Ezequiel 33.11: "Esta mensagem é minha força motriz, minha gasolina para continuar seguindo adiante", declara Shindo".

Com informações de www.japantoday.com , CNN e Mensageiro da Paz - edição julho de 2016.

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Bola colorida na areia da praia. By Eliseu Antonio Gomes

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