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domingo, 12 de maio de 2013

Ofertas como salário do pastor

A liturgia da arrecadação de ofertas e o ensino de Paulo sobre o salário do pastor 

Uma parte dos cristãos evangélicos vive uma rotina denominacional. Estranham as características litúrgicas das demais denominações evangélicas. Principalmente ao que tange ao dinheiro. Algumas pessoas até se aventuram em colocar em dúvida a idoneidade de líderes religiosos, pelo simples fato da aplicação do método de arrecadação de ofertas não ser igual ao que participa.

Não existe na Bíblia Sagrada um método específico à coleta de ofertas. Mas muitas pessoas, que se dizem cristãs evangélicas, estão apegadas a um sistema de coletas de ofertas e pensam que o sistema que estão participando representa o modo genuinamente bíblico de coletar dinheiro na igreja.

Parte dessa classe de pessoas costuma ser bastante crítica contra as características diferentes da liturgia de culto.  Neste assunto da coleta, eles fazem menção do apóstolo Paulo, que trabalhava como construtor de tendas. Argumentam que ele não vivia à custa de valores de dízimos e ofertas, fazia questão de ser um trabalhador em ofício secular.

Ao citar a Bíblia Sagrada neste assunto tão importante, como em todos os outros, ponderemos sobre os contextos.

A missão de Paulo era diferente, não é possível comparar com as obrigações e funções de obreiros do século em que vivemos. A sua chamada ministerial se consistia em estabelecer os fundamentos do Evangelho no mundo. O Espírito Santo agiu na vida dele de maneira única. Ele escreveu mais da metade do Novo Testamento, é o escritor de grande parte da Palavra de Deus para nós. Ele vivia em sociedades que até então não sabia o que era o cristianismo.

Paulo não possuía morada fixa, vivia de malas prontas para partir e recomeçar novas comunidades cristãs em lugares diversos. Ia às cidades aonde não haviam igrejas estabelecidas, e nelas as criava. Não havia condição alguma de estabelecer arrecadação de dinheiro nelas sem antes ensinar os rudimentos da fé aos que não conheciam Jesus Cristo e o plano da salvação.

Paulo sobrevivia como construtor de tendas. Era assim que ele sobrevivia no princípio da fundação das obras missionárias de seu ministério. Quando as comunidades estavam estruturadas, colocava nelas uma liderança e partia para outro local. As comunidades estruturadas financiavam as viagens missionárias dele, o sustentavam financeiramente. Os pastores que ele empossava administravam as finanças locais e parte da arrecadação era reservada para enviar e ele, como contribuição ministerial. Confira: Filipenses 4.16-18; 1 Timóteo 5.1-18. Tito 1.4.

Paulo não estabeleceu  regra afirmando que o pastor evangélico deveria exercer trabalho secular. Ele não estabeleceu a regra que os pastores deveriam durante o dia exercer trabalho temporal e durante a noite dedicar-se às tarefas espirituais. Não existe doutrina desse tipo no conteúdo das cartas de Paulo.

O apóstolo escreveu: "dígno é o obreiro do seu salário" (1 Timóteo 5.18). Ao escrever isso, ensinava aos cristãos mais maduros na fé, que eram membros na igreja de Corinto, que era conveniente que o líder deles, o Pr. Timóteo, ser sustentado financeiramente por eles, pois os pastoreava.

O valor do salário pastoral 

Sem considerar que a vida socioeconômica de Paulo não é um padrão a ser seguido quanto à vida cristã que levamos, na área das finanças, os tais críticos perguntam: porque o apóstolo não ficou rico?

Ser rico ou ser pobre não faz de uma pessoa mais ou menos espiritual. Porém, alguns críticos possuem a mentalidade de que as pessoas que gozam de posição financeira boa é alguém que mereça ser classificado como servo de Mamon.

O apóstolo Paulo não nivelava o salário pastoral por baixo: “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” – 1 Timóteo 5.1.

Administrando bem o dinheiro

Uma pessoa com dinheiro e sem avareza é uma pessoa que administra o que tem em seu favor e em favor do próximo.

A orientação que encontramos nas Escrituras Sagradas informam que precisamos tomar cuidado para não amar as coisas mais do que a Deus e o próximo. Diz: "Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda" - Provérbios Eclesiastes 5.10.

O dinheiro em si não é bom e nem ruim, é só um papel.aceito como troca. Troca-se por coisas e serviços. O mal reside no coração de muitas pessoas (com muito e com pouco volume desses papéis de troca). Quem é servo do dinheiro, por amor a ele mata, mente, se prostitui. É o amor ao papel, que provoca muitos males (1 Timóteo 6.10).

Quer enriquecer? Cuidado!

"Jesus respondeu: – Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aquele que, por causa de mim e do evangelho, deixar casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras receberá muito mais, ainda nesta vida. Receberá cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, terras e também perseguições. E no futuro receberá a vida eterna - Marcos 10.29-30. 

Quanto ao verbo "deixar", entenda-se "amar a Deus em primeiro lugar", pois o contexto bíblico nos informa a manter laços de grande afeto com nossos familiares (1 Timóteo 5.8; Efésios 5.22-24; 28; 6.1-4).

Ao abordar sobre dinheiro, o apóstolo Paulo não afirmou que ao cristão está vetado o desejo de enriquecer, aconselha-o a tomar bastante cuidado, porque muitos ao nutrirem essa esperança de enriquecimento entram por caminhos de sofrimento intenso. 

"Se alguém ensina alguma doutrina diferente e não concorda com as verdadeiras palavras do nosso Senhor Jesus Cristo e com os ensinamentos da nossa religião, essa pessoa está cheia de orgulho e não sabe nada. Discutir e brigar a respeito de palavras é como uma doença nessas pessoas. E daí vêm invejas, brigas, insultos, desconfianças maldosas e discussões sem fim, como costumam fazer as pessoas que perderam o juízo e não têm mais a verdade. Essa gente pensa que a religião é um meio de enriquecer" - 1 Timóteo 6. 3.6 (NTLH)..

"É claro que a religião é uma fonte de muita riqueza, mas só para a pessoa que se contenta com o que tem. O que foi que trouxemos para o mundo? Nada! E o que é que vamos levar do mundo? Nada!   Portanto, se temos comida e roupas, fiquemos contentes com isso. Porém os que querem ficar ricos caem em pecado, ao serem tentados, e ficam presos na armadilha de muitos desejos tolos, que fazem mal e levam as pessoas a se afundarem na desgraça e na destruição. Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos. Mas você, homem de Deus, fuja de tudo isso. Viva uma vida correta, de dedicação a Deus, de fé, de amor, de perseverança e de respeito pelos outros" - 1 Timóteo 6.7-11 (NTLH).

Paulo declarou que sabia ter bastante e também ter pouco. Assim como ele, devemos gozar de equilíbrio, da possibilidade de viver fiel ao Senhor apesar de todas as coisas em nossa volta, pois é Cristo Jesus quem concede a força para isso.

"Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que é preciso. Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação, quer esteja alimentado ou com fome, quer tenha muito ou tenha pouco. Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação" - Filipenses 4.12-13 (NTLH).  

E.A.G.

3 comentários:

Noemi disse...

Es una bendición visitarles, un saludo afectuoso desde mi blog www.creeenjesusyserassalvo.blogspot.com

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Caro Eliseu Gomes,

Graça & Paz!

Texto elucidativo, pertinente e necessário. - Parabéns!

Pr. Carlos Roberto
Point Rhema

geraldo disse...

parabens estimado irmão eliseu antônio dexou tudo muito claro pra gente Deus abençoe sempre



Diacano Geraldo

Aricanduva Mg

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