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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Romanos 12.1-2: A percepção espiritual do cristão


"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" - Romanos 12.1-2.

Quando o cristão alcança o patamar espiritual, ele não vê o próximo como pessoas desinteressantes, reconhece que todos os seres humanos são a imagem e semelhança do Criador. Ele evita menosprezar o próximo, não desfaz o trabalho alheio por mero partidarismo ou outra espécie de motivação carnal.

A mente do cristão precisa ir mais além do que a esfera física. Não basta apenas conseguir escutar e ver quem fala, não basta usar os cinco sentidos naturais. É preciso experienciar o limite da fé, ela proporciona ao cristão o poder da visão espiritual e degustação do conteúdo bíblico.

A pregação do Evangelho é mais importante do que o pregador evangélico. Portanto, ao ir ao culto, quem possui espiritualidade não se contenta em assistir o que lá transcorre. Participa também. Não se contenta em ver outros orarem, ora junto. Não se satisfaz em ouvir outros cantarem, louva a Deus junto com todos os adoradores.

Está totalmente equivocado quem pensa que os cristãos protestantes são seguidores de Martinho Lutero. No Brasil, a denonimação evangélica que mais se aproxima das doutrinas de Lutero é a Igreja Luterana - denominação pomposa e pequena em número de membros, embora tradicionalíssima e respeitada pelos protestantes de nosso país.

Nós, evangélicos brasileiros, estamos mais próximos das doutrinas de João Calvino ou Jacó Armínio do que de Lutero. Sim, concordamos com as teses luteranas, mas só porque elas possuem bases bíblicas. Na verdade seguimos as diretrizes das Escrituras Sagradas observando o conteúdo do Novo Testamento. Se as teses de Lutero não estivessem perfeitamente em paralelo com a Bíblia, refutaríamos todas elas.

Se alguém quiser perguntar aos evangélicos quem são Calvino e Armínio, a maior parte deles responderá que não sabe quem são. A massa de protestantes brasileiros vive a teologia calvinista ou arminiana, sem no entanto saber quem foram os teólogos que as propagaram no passado. Tal conhecimento (de Calvino e Armínio) é parte das pautas dos seminários teológicos, nos cultos usa-se estritamente o conteúto da Bíblia Sagrada, recebida como regra de fé e conduta.

Nós evangélicos não esperamos encíclicas pastorais, como os católicos esperam os escritos de papas. Cremos no contato direto com Deus. Oramos, abrimos a Bíblia Sagrada, e temos a experiência com o Espírito Santo, que fala conosco sem intermediários humanos.

Esta consciência é a prática do culto racional.

E.A.G..
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Este artigo está liberado para cópias, desde que citados nome do autor e link (HTML) do blog Belverede.

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